sábado, 30 de junho de 2012

A dor


Que fere a alma
e desnuda o ser
vê sem querer
uma alegria
de uma utopia 
acontecer


Que sangra o peito
e ultrapassa o pensar
vê sem cansar
uma quimera 
de um amor
a revelar


Que chora a dor
e cala a cor
de uma noite
a clarear


Que esquece o tempo
e vê passar
uma alegria
uma quimera
uma sangria
a estancar 
no vão do ser
a esfriar.
Escondido em mim


Te encontrei e me entreguei
tão tenaz nada sutil
me envolvi e me firmei
o que encontrei saboreei
experimentei e me fartei


Te enlacei me fiz pequena
como menina cirandei
cantei,dancei
no teu colo deleitei
cavalguei em disparada
num ritmo frenético
de um suspiro ressoar...
Pássaro Altaneiro


Somente agora é que me vem
esse pássaro altaneiro
que pousou bem faceiro 
no meu lado atormentar


Bagunçou o meu pensar
desafinou o meu cantar
fez meu corpo acordar
meu coração palpitar
minha razão duvidar


O seu cantar passarinho
envolve e faz acelerar
 com seu melodioso cantar
meu coração no compasso
descompassado ficar


Voa,voa passarinho
vai cantar noutro lugar
deixa quieto quem um dia
resolveu abdicar
da paixão enamorar


Estou cá buscando agora
o cantar da natureza
que acalma o céu e o mar
e até o meu pensar
deixando livre altaneiro
o coração a voar desse pássaro matreiro.