Máscara's
Existe em nós um ranço de farisaísmo incrustado, embotado, camuflado talvez, mas presente no nosso jeito preconceituoso de ser. Um ser menos humano, quando deveríamos nos despir dos frutos da carne e praticarmos os frutos do espírito, é intrigante observar o espetáculo sem se envolver, é impressionante perceber que convivemos tão bem com nossas máscaras.
Alguém, no meio de uma grande multidão de forma sábia, sensata e humanamente condescendente com a situação alheia, não passa ao longe, torna-se partícipe daquele cenário, entra em cena e atua esplendidamente, como quem dança entre lobos, encontra-se e se deixa encantar-se por tamanha ousadia, retira quem está a beira do abismo, faz brilhar a luz nas trevas do infeliz, dar ânimo a quem perdeu a esperança, desperta quem morto estava, abraça o que estava perdido e dar jeito a causa sem solução, ama indistintamente. Torna transparente, como deveríamos em sã consciência agir, repetindo seus atos e ir mais além.
Somos covardes, imaturos e infelizes, não somos quem deveríamos ser, não ousamos. E nem precisa ser carnaval para colocarmos nossas máscaras e saírmos a nos divertir por aí, quando muitos vivem constantemente, em plena quarta-feira de cinzas.
Gl 5,13-26.
'em todo jovem mesmo no mais infeliz, há um ponto acessível ao bem e a
primeira obrigação do educador é buscar esse ponto, essa corda sensível
do coração, e tirar bom proveito''
quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
domingo, 27 de janeiro de 2013
Janeiro's
O ponteiro do relógio marca 6:30h e eu aqui na minha real idade, presa numa realidade criativa, obsoleta às vezes, mas satisfatória, vou seguindo essa trajetória sem preocupação de onde chegar, só sei que vou. É desanimador voltar o olhar fotográfico e registrar a vida como ela é, nua e crua.
Indiferente de qualquer janeiro, há àquele janeiro que se imortalizou em sua vida ou qualquer mês, dia, ano ou hora, você o viveu de um jeito ou de outro, passou ou ficou registrado em sua máquina interior, guardado ou esquecido, porém vivido. É aí o x da questão, quando é bem vivido, às vezes nem lembramos ou temos lembrança de alguns episódios. Mas torna-se só nosso, quando nos faz sofrer, impresso na alma, diluído em nosso sangue, difícil de não lembrar algo que passou a fazer parte da gente.
O relógio toca 7:00h, as horas passam, os dias vem, os meses vão e o tempo mensageiro da realidade, às vezes nos traz boa nova, nos convida a vivermos o presente, embrulhado com carinho, cheinho de expectativas e com um cheirinho diferente, pronto para surpreender. Abrimos o pacote, analisamos detalhadamente o conteúdo, damos um meio sorriso e esperamos o plug-in daquele momento de ir ao infinito e além, mas dá uma pane no sistema, como frisa tão bem a compositora e cantora Pitty. É hora de ir ajustando nossa lente fotográfica, adquirindo memórias, imortalizando momentos. Preparar o acervo para retratar no futuro o nosso eu enigmático realizado ou preso no passado de um álbum amarrotado com fotografias amareladas, em preto e branco.
O relógio continua a tocar, agora são ...
O ponteiro do relógio marca 6:30h e eu aqui na minha real idade, presa numa realidade criativa, obsoleta às vezes, mas satisfatória, vou seguindo essa trajetória sem preocupação de onde chegar, só sei que vou. É desanimador voltar o olhar fotográfico e registrar a vida como ela é, nua e crua.
Indiferente de qualquer janeiro, há àquele janeiro que se imortalizou em sua vida ou qualquer mês, dia, ano ou hora, você o viveu de um jeito ou de outro, passou ou ficou registrado em sua máquina interior, guardado ou esquecido, porém vivido. É aí o x da questão, quando é bem vivido, às vezes nem lembramos ou temos lembrança de alguns episódios. Mas torna-se só nosso, quando nos faz sofrer, impresso na alma, diluído em nosso sangue, difícil de não lembrar algo que passou a fazer parte da gente.
O relógio toca 7:00h, as horas passam, os dias vem, os meses vão e o tempo mensageiro da realidade, às vezes nos traz boa nova, nos convida a vivermos o presente, embrulhado com carinho, cheinho de expectativas e com um cheirinho diferente, pronto para surpreender. Abrimos o pacote, analisamos detalhadamente o conteúdo, damos um meio sorriso e esperamos o plug-in daquele momento de ir ao infinito e além, mas dá uma pane no sistema, como frisa tão bem a compositora e cantora Pitty. É hora de ir ajustando nossa lente fotográfica, adquirindo memórias, imortalizando momentos. Preparar o acervo para retratar no futuro o nosso eu enigmático realizado ou preso no passado de um álbum amarrotado com fotografias amareladas, em preto e branco.
O relógio continua a tocar, agora são ...
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