quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

 Máscara's

     Existe em nós um ranço de farisaísmo incrustado, embotado, camuflado talvez, mas presente no nosso jeito preconceituoso de ser. Um ser menos humano, quando deveríamos nos despir dos frutos da carne e praticarmos os frutos do espírito, é intrigante observar o espetáculo sem se envolver, é impressionante perceber que convivemos tão bem com nossas máscaras.
     Alguém, no meio de uma grande multidão de forma sábia, sensata e humanamente condescendente com a situação alheia, não passa ao longe, torna-se partícipe daquele cenário, entra em cena e atua esplendidamente, como quem dança entre lobos, encontra-se e se deixa encantar-se por tamanha ousadia, retira quem está a beira do abismo, faz brilhar a luz nas trevas do infeliz, dar ânimo a quem perdeu a esperança, desperta quem morto estava, abraça o que estava perdido e dar jeito a causa sem solução, ama indistintamente. Torna transparente, como deveríamos em sã consciência agir, repetindo seus atos e ir mais além.
     Somos covardes, imaturos e infelizes, não somos quem deveríamos ser, não ousamos. E nem precisa ser carnaval para colocarmos nossas máscaras e saírmos a nos divertir por aí, quando muitos vivem constantemente, em plena quarta-feira de cinzas

                                                            Gl 5,13-26. 


'em todo jovem mesmo no mais infeliz, há um ponto acessível ao bem e a primeira obrigação do educador é buscar esse ponto, essa corda sensível do coração, e tirar bom proveito''

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