Conto da Vila Irajá
Arrepare não, quando alguém por você passar e lançar um olhar esquisito, na hora você fica a pensar, brigou com o mundo talvez e passou a ti olhar pois queria encontrar alguém e o fez requinte do seu cantar e florido caminhar pela estrada da vida que um dia há de chegar,nesse passo a esticar vai mansinho atravessar a vila do lugar, onde outrora foi morar e que se chamava Irajá.
Conheceu um jovem moço e começou a namorar, não quis saber como fazer para a família conhecer,foi gostando e foi ousando até o pai os encontrar, num longo beijo quando por ali passava, ela bem que conheceu o barulho do motor do carro, mas não teve forças para da boca largar,quando viu já estavam sem tempo pois haviam sidos pegos numa rua a se abraçar e a beijar, correu para casa chegando primeiro que o pai, mas esse não perdoou e um alvoroço começou e correria gerou causando aquela gritaria e a moça castigada, aos soluços foi deitar.
Mesmo assim continuou o tal romance,na vila onde moravam, três casas antes da sua seu amado lá vivia, era músico e tocava na Banda de música Municipal daquela cidade e para a reservista receber no Tiro de Guerra trabalhava e quando doava sangue ganhava calças bem bonitas e estilosas, umas verde oliva, outras vermelho vinho meio bordô e presenteou sua amada com a vermelho vinho, ela achou o máximo, vez ou outra fazia alvorada na frente de sua casa, alí mesmo na calçada, não se importava com os vizinhos que olhavam ou os passantes curiosos, ficava horas a tocar, ela gostava de ouví-lo e até acreditava no amor que ele a dedicava.
Eram fortuitos os encontros daquele casal, que com o tempo passou e a sua casa começou a frequentar, mesmo com o olhar torcido dos pais da moça, ele não se importava do namoro continuar e assim voou o tempo.
Sua amada um dia quis sua família conhecer, pois seus pais lhe advertiram de uma triste realidade, foi aí que seu amado revelou o seu segredo,seus pais eram separados e sua mãe tinha um pequeno hotel mas era só de fachada, pois ali haviam mulheres cujos homens recebiam com propósitos escusos, sua amada no entanto quase não acreditou, pois ele lhe afirmou que eram apenas falácias, tão chocada ela ficou, mas de nada lhe falou, nem sequer nada cobrou e continuou o namoro, mas agora era mais birra pois a verdade lhe trouxera a um universo não conhecido e os dias se passaram, porém sua amada acidentada ficara e acamada lá da calçada se ausentara, no entanto o jovem moço com pinta de galã se deixou reconquistar por sua antiga namorada, qual não foi a surpresa de sua bela amada, ficou triste com as conversas que ouvira, mas nada podia fazer, pois o mesmo só negava e não teve remédio, para longe se desfêz todo aquele mal entendido, continuaram o namoro desta vez um pouco mais distante, pois seus pais resolveram em outra casa morar, diante deste episódio ficou dúvidas no ar e não foi difícil para ela o romance acabar,mas não foi de qualquer jeito, pois os dois se entendiam e quem os via já percebia que casamento daria.
Quando as coisas hão de ser não há quem impeça, pois foi em umas férias que vieram a romper,ela gostava de viajar e decidiu ir passar uma semana numa cidade próxima com os parentes, mas ele logo contestou e falando bem sincero disse que não a deixava ir, sem medir as palavras foi infeliz em não concordar, pois foi aí que sua amada o despediu sem mais demora, ele muito insistiu dizendo que aceitava que ela fosse a viagem e depois quando chegasse continuavam o namoro, mas ela desapontada, ressabiada e criticada pelos pais pelo namoro, resolveu naquele momento finalizar o tão sonhado romance que começara lá na rua Irajá.
domingo, 29 de julho de 2012
sábado, 28 de julho de 2012
Quem me dera
Quisera eu não mais sofrer
como aquele que rompeu
com a morte impetuosa
com as trevas que sufoca
Quisera ser bem mais feliz
e cantarolar todos os dias
e suspirar cada manhã
olhando o sol se levantar
Quisera eu acompanhar
o desabrochar primaveril
e acolher no anoitecer
o serenar em gotas mil
Mas quem me dera
ser assim:
madura,como a doce fruta
brilhar,como o sol do meio dia
vigorar,como a palmeira
que no líbano está plantada
Quisera eu um dia chegar
na mais Alta Morada
e poder anunciar
o meu viver renunciar
para não mais voltar.
Quisera eu não mais sofrer
como aquele que rompeu
com a morte impetuosa
com as trevas que sufoca
Quisera ser bem mais feliz
e cantarolar todos os dias
e suspirar cada manhã
olhando o sol se levantar
Quisera eu acompanhar
o desabrochar primaveril
e acolher no anoitecer
o serenar em gotas mil
Mas quem me dera
ser assim:
madura,como a doce fruta
brilhar,como o sol do meio dia
vigorar,como a palmeira
que no líbano está plantada
Quisera eu um dia chegar
na mais Alta Morada
e poder anunciar
o meu viver renunciar
para não mais voltar.
Obra fictícia, inspirada no cotidiano, qualquer semelhança é mera coincidência.
A gente pode conduzir um cavalo ao rio, mas não obrigá-lo a beber. (W. Somerset Maugham. Em: O fio da navalha)
Genótipo - Gen ô tipo
Então,esse tal
nos deixa parecidos
parceiros afinal
e como tal
enfeia-nos ou enfeita-nos
com adornos paternais
Afinal, a razão
nos apresenta
sem compaixão
o seu genótipo
caracteres
que define feição
Enfim, condições
esse genoma
de aparente confissões
mostra a aparência
mas esconde a essência
Entretanto, denuncia
um estrito ligamento
entre o gen ô tipo
e o gen ô ma
mas torna ignóbil
a ciência criativa
De um ser que o criou
fascinou e assim cuidou
para continuar a ser
semelhante áquele
que o pensou por primeiro
e o tornou concreto
completo, discreto
Todavia, quis parecer
com in vitro laboral
enternecer no vazio
de um copo de beck
ou num tubo de ensaio
Criogênese tornar-se
e efêmero provar
do encanto corporal
no humano afinal
Desconhecido, encontrei
virei e revirei
surpreendi-me e aceitei
que ao caminhar
e divagar
percebi a difusão
existente no ser
O sentir turva a razão
e se deixa apanhar
no turbilhão da sensação
de um dia vir nascer
alma, corpo e coração.
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