quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Não sei conviver com essa tal modernidade!

re-AÇÃO DO SERVIR!

Há tantos pedaços nossos sendo provados.
Despertamos e já chega o anoitecer.
Os acontecimentos não tardam.
A velocidade do mundo moderno
Rouba o encanto da maturação.
Os passos não acompanham o relógio
Atropelados e martirizados.
DESCULPAS, DESCULPAS, DESCULPAS.
Jeito estúpido de explicar
A humilde forma de viver.
Na ciranda da vida, o outro é só outro.
Não importa o ser, deixou de ser.
É qualquer um, sem identidade.
Desvalorizado, trocado por matéria.
Justificar, explicar, convencer.
Perdeu-se o sentido do doar-se
Porque é mais fácil enxergar o óbvio.
No entanto, o acontecimento prematuro
Indica a profundidade da causa.
Verificar a reação não diz nada.
Justificar muito menos.
Menos SABEDORIA, menos GRATIDÃO,
Menos AMOR, e porque não dizer:
Superficialidade do servir.
Vê-se, explica-se, justifica-se o simplório.
Esquecemos de perceber
A profundidade do acontecido.
Escondido aos olhos humanos,
Mas visível aos olhos da alma.
Do ser, que vislumbrou,
No resplandecer de sua vida,
O misterioso CUMPRIMENTO de sua MISSÃO

quinta-feira, 18 de abril de 2013

Via de mão dupla

Continuamos caminhando, mas não estamos numa via de mão única, não estamos indo ao mesmo lugar, pois enquanto estou indo, ele está voltando.
Percebemos um ao outro de vez em quando, pois caminhamos paralelamente, passamos um pelo outro inúmeras vezes, trocamos ideias, olhares, sorrisos, abraços, beijos e até caminhamos com dedos entrelaçados, mas que controvérsia, não nos encontramos de fato, temos. objetivos diferentes. Apesar de todo esse arsenal supostamente de apoio para um bom relacionamento, não chegamos ao denominador comum.
Vivenciamos a via de mão  única ??? Não estou bem certa desse prognóstico, pois quando procuro, não encontro, e quando quero encontrar, me foge aos olhos ou a razão de conhecer. Some no tempo, ao sabor do vento, da chuva, do sol, da lua, enfim, motivos são tantos que chego a olvidar que tenha existido algum momento único. Difícil traçar um perfil para dar nome e sobrenome a algo que não tem consistência, parece mais não se adequa a nenhum padrão lógico, é instável, inconstante, enfim, é indecifrável.
Verificando com mais cuidado podemos cognominar como um aroma, ou uma lembrança, ou uma sombra, ou talvez um raio de sol, ou uma gota de chuva, poderia até ser um som, ou tantas outras coisas, mas a verdade é que não conseguimos definir, difícil conhecer, encontrar, permanecer.
Conter no espaço real, ter entre os braços o inimaginável não é fácil, é impossível, pois escorre entre os dedos como areia da praia, é volátil, é inexplicável, é fantasioso, chega a ser falacioso
Ah !!! Esse fruto da imaginação, esse ser desconhecido, que só se revela no universo da abstração...  

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

 Máscara's

     Existe em nós um ranço de farisaísmo incrustado, embotado, camuflado talvez, mas presente no nosso jeito preconceituoso de ser. Um ser menos humano, quando deveríamos nos despir dos frutos da carne e praticarmos os frutos do espírito, é intrigante observar o espetáculo sem se envolver, é impressionante perceber que convivemos tão bem com nossas máscaras.
     Alguém, no meio de uma grande multidão de forma sábia, sensata e humanamente condescendente com a situação alheia, não passa ao longe, torna-se partícipe daquele cenário, entra em cena e atua esplendidamente, como quem dança entre lobos, encontra-se e se deixa encantar-se por tamanha ousadia, retira quem está a beira do abismo, faz brilhar a luz nas trevas do infeliz, dar ânimo a quem perdeu a esperança, desperta quem morto estava, abraça o que estava perdido e dar jeito a causa sem solução, ama indistintamente. Torna transparente, como deveríamos em sã consciência agir, repetindo seus atos e ir mais além.
     Somos covardes, imaturos e infelizes, não somos quem deveríamos ser, não ousamos. E nem precisa ser carnaval para colocarmos nossas máscaras e saírmos a nos divertir por aí, quando muitos vivem constantemente, em plena quarta-feira de cinzas

                                                            Gl 5,13-26. 


'em todo jovem mesmo no mais infeliz, há um ponto acessível ao bem e a primeira obrigação do educador é buscar esse ponto, essa corda sensível do coração, e tirar bom proveito''

domingo, 27 de janeiro de 2013

Janeiro's

     O ponteiro do relógio marca 6:30h e eu aqui na minha real idade, presa numa realidade criativa, obsoleta às vezes, mas satisfatória, vou seguindo essa trajetória sem preocupação de onde chegar, só sei que vou. É desanimador voltar o olhar fotográfico e registrar a vida como ela é, nua e crua.
     Indiferente de qualquer janeiro, há àquele janeiro que se imortalizou em sua vida ou qualquer mês, dia, ano ou hora, você o viveu de um jeito ou de outro, passou ou ficou registrado em sua máquina interior, guardado ou esquecido, porém vivido. É aí o x da questão, quando é bem vivido, às vezes nem lembramos ou temos lembrança de alguns episódios. Mas torna-se só nosso, quando nos faz sofrer, impresso na alma, diluído em nosso sangue, difícil de não lembrar algo que passou a fazer parte da gente.
     O relógio toca 7:00h, as horas passam, os dias vem, os meses vão e o tempo mensageiro da realidade, às vezes nos traz boa nova, nos convida a vivermos o presente, embrulhado com carinho, cheinho de expectativas e com um cheirinho diferente, pronto para surpreender. Abrimos o pacote, analisamos detalhadamente o conteúdo, damos um meio sorriso e esperamos o plug-in daquele momento de ir ao infinito e além, mas dá uma pane no sistema, como frisa tão bem a compositora e cantora Pitty. É hora de ir ajustando nossa lente fotográfica, adquirindo memórias, imortalizando momentos. Preparar o acervo para retratar no futuro o nosso eu enigmático realizado ou preso no passado de um álbum amarrotado com fotografias amareladas, em preto e branco.
     O relógio continua a tocar, agora são ...