Janeiro's
O ponteiro do relógio marca 6:30h e eu aqui na minha real idade, presa numa realidade criativa, obsoleta às vezes, mas satisfatória, vou seguindo essa trajetória sem preocupação de onde chegar, só sei que vou. É desanimador voltar o olhar fotográfico e registrar a vida como ela é, nua e crua.
Indiferente de qualquer janeiro, há àquele janeiro que se imortalizou em sua vida ou qualquer mês, dia, ano ou hora, você o viveu de um jeito ou de outro, passou ou ficou registrado em sua máquina interior, guardado ou esquecido, porém vivido. É aí o x da questão, quando é bem vivido, às vezes nem lembramos ou temos lembrança de alguns episódios. Mas torna-se só nosso, quando nos faz sofrer, impresso na alma, diluído em nosso sangue, difícil de não lembrar algo que passou a fazer parte da gente.
O relógio toca 7:00h, as horas passam, os dias vem, os meses vão e o tempo mensageiro da realidade, às vezes nos traz boa nova, nos convida a vivermos o presente, embrulhado com carinho, cheinho de expectativas e com um cheirinho diferente, pronto para surpreender. Abrimos o pacote, analisamos detalhadamente o conteúdo, damos um meio sorriso e esperamos o plug-in daquele momento de ir ao infinito e além, mas dá uma pane no sistema, como frisa tão bem a compositora e cantora Pitty. É hora de ir ajustando nossa lente fotográfica, adquirindo memórias, imortalizando momentos. Preparar o acervo para retratar no futuro o nosso eu enigmático realizado ou preso no passado de um álbum amarrotado com fotografias amareladas, em preto e branco.
O relógio continua a tocar, agora são ...
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