quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012
Te encontrei
Vasculhei no fundo da gaveta, encontrar o inesperado, guardado a tanto tempo, é como se voltasse no passado procurasse o que não havia esquecido, guardar na memória os anseios de outrora amarelado mas não amarrotado, desvendar um mistério que estava as claras ali tão perto e tão distante deveras, poderia alcançar mas não lançou mão, deixou passar e foisse como quem o universo queria conquistar. Andarilho das estrelas chega para verificar o fogo que ardia mas não entendia o segredo que ali existia, foi vivendo, foi conhecendo, brincando e conquistando, mas não confiou o seu amor e provou que o doce sabor da vida, é esperar o momento certo, mas me diga companheiro pois não sei e nunca achei a hora e o momento certo, foi por medo ou timidez que deixou lá na gaveta ou na memória esquecida o sentimento que não aflorou, nem demonstrou sequer um ato, para o fato consumar. Exagero meu ou seu, não sei, ao lembrar as manhãs primaveris, fica a saudade do momento que não foi vivido, do abraço que não foi dado, do olhar que foi evitado e do amor que calou e não pôde falar, chega agora numa manhã de outono, será que você não está demonstrando o rumor do que viveu por aí a fora, e que ficou na saudade, o beijo que não foi dado, o toque que não foi experimentado, sei que dias virão em que o foco para alcançar o objetivo perdido de um passado escondido na doce manhã da juventude que não soube da atitude de ganhar ou perder, é vencer o vão do tempo e segurar nas mãos do sentimento. Uma amizade verdadeira que chegou, se raízes veio criar é bons frutos que vão dar, amanhã talvez quem sabe, espero eu, espera tu, esperamos nós, os nos que a vida dar, para demonstrar que o mundo dar suas voltas e nas voltas que o mundo dar a gente ia se encontrar, fica aqui minha lembrança para não esquecer o dia de te encontrar, se na mão ou contramão, sei que um amigo verdadeiro não se pode comprar, nom se deixa guardar na gaveta, pra amarelar e amarrotar...
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